Missão

O curso de Serviço Social da Faculdade Evangélica pretende contribuir para a formação de profissionais que compreendam o significado social de sua prática, com postura crítica e investigativa, estando em constante busca de aperfeiçoamento com vistas às exigências do mercado de trabalho e à realidade vivenciada.

 

Os alunos serão constantemente estimulados à efetiva participação na vida acadêmica. Contarão com a possibilidade de realização de pesquisas e participarão de diferentes atividades de aproximação com a realidade social.

 

Externamente, deve ser compreendida sem esforço pela população mais carente que, independentemente de crença, se sentirá inspirada a ter um relacionamento com a organização educacional, criada para o desenvolvimento das suas potencialidades intelectuais e profissionais, no processo articulado com a inclusão social.

 

O Serviço Social é uma profissão de curso superior cujo objeto de intervenção são as expressões da questão social. Tem contribuições da sociologia, psicologia, economia, ciência política, filosofia, antropologia, pedagogia.

 

A efetivação do curso de Graduação de Serviço Social na Faculdade Evangélica – FE encontra respaldo na demanda por desenvolvimento econômico e social da população da região que reivindica o aprimoramento e a qualificação dos serviços que se inter-relacionam diretamente com o Serviço Social, bem como no que se refere às potencialidades que apresenta a região para a implementação de importantes políticas públicas e no campo dos movimentos sociais.

 

A implantação do curso de Serviço Social na Faculdade Evangélica – FE visa atender as demandas apresentadas pela sociedade, em termos, de consolidar importantes estratégias no enfrentamento da questão social, na região do Distrito Federal, e vem ao encontro com o Projeto Pedagógico Institucional dessa Instituição de Ensino Superior.

 

A diversidade cultural advinda das inúmeras raças, crenças, valores e costumes das regiões do país, aqui representadas, forma, hoje, uma nova cultura, alicerçada na busca da qualidade de vida, da segurança e de uma educação não excludente.

 

No Distrito Federal, destacamos alguns problemas, que atrelados à insuficiência de serviços públicos revelam uma cidade de alta demanda de atividades sociais: os altos índices de criminalidade, altos índices de drogadição e alcoolismo, entre outros.

 

Diante do cenário exposto, observa-se que as cidades-satélites de Brasília tem um quadro social delicado, sobretudo quando comparado a outras regiões administrativas do DF e ao próprio Plano Piloto, porém com um potencial grande de crescimento, uma vez que é cidade polo de uma região que vem se destacando em na industrialização, no comércio e, importante destacar, na mobilização popular.

 

Por isso, profissionais como o assistente social, que tem um papel fundamental tanto no desenvolvimento local quanto do país de um modo geral, são necessários ao processo de crescimento e progresso do Distrito Federal.

 

O Assistente Social deve ser um agente transformador capaz de buscar desenvolver seu trabalho concatenado com as permanentes mudanças da sociedade, criando novas formas de enfrentamento às expressões da questão social. As constantes transformações ocorridas nas políticas sociais, no relacionamento entre as pessoas, o desenvolvimento tecnológico, as oportunidades e as restrições decorrentes da mundialização do capital, o aumento da competitividade e a necessidade de transformação social passam a demandar uma formação profissional comprometida, responsável e crítica. Nesse sentido, justifica-se a criação e a manutenção do curso de Serviço Social da Faculdade Evangélica – FE, inserida no contexto sociocultural e político do DF.

 

Mercado

O forte do mercado está no setor público, no qual as vagas costumam ser preenchidas por concurso. Cada vez mais profissionais são requisitados para atuar nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social e no INSS. Programas sociais do governo federal, como Bolsa Família e Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) ampliam o campo de trabalho para além das grandes cidades. Mas ONGs e fundações também contratam o assistente social.

Egresso

Os princípios norteadores do processo formativo são direcionados à formação de um profissional dotado de competência teórico-crítica, com uma sólida aproximação às vertentes do pensamento social contemporâneo e suas expressões teórico-práticas no Serviço Social. Exige-se, pois, a afirmação de trato teórico-metodológico rigoroso aliado a um atento acompanhamento histórico da dinâmica da sociedade; o esforço de articular a profissão e a realidade social representa um grande desafio, pois que o Serviço Social não atua apenas sobre a realidade, mas atua na realidade.

 

As novas diretrizes curriculares formuladas pela categoria sob a direção da ABEPSS (http://www.abepss.org.br/graduacao.php) avançaram na qualificação da questão social como objeto de trabalho do assistente social em suas múltiplas e diferenciadas expressões, vivenciadas pelos sujeitos sociais como conformismo e rebeldia nas relações sociais cotidianas.

 

As diretrizes propostas articulam, ainda, a análise dos fundamentos do Serviço Social em suas dimensões históricas, teórico-metodológicas e ético-políticas com as reais condições e relações de trabalho em que se realiza o exercício profissional. Este, de maneira inédita, é erigido a uma posição de centralidade no processo de formação, tratado teoricamente sob o ângulo dos processos e relações de trabalho em que se realiza, desafiando a efetiva articulação entre a análise teórica sobre a profissão e as particulares condições sociais de sua efetivação no mercado de trabalho, nas quais se expressam as tensões entre interesses e necessidades sociais das distintas classes sociais – e seus distintos segmentos – em seu embate e em suas relações com o Estado.

 

Torna-se necessário e imprescindível, portanto, a formação de profissionais com sólido suporte teórico metodológico que, ao lado de outros traços e competências, tornem a habilitação técnico-operativa imperativa, o que se busca resgatar nesta proposta.

 

É necessário atribuir maior importância às estratégias, táticas e técnicas instrumentalizadoras da ação, em estreita articulação com os avanços obtidos no campo teórico-metodológico e da pesquisa, até porque as escolhas dos instrumentais de trabalho, das metas visadas, assim como o conteúdo por eles veiculado, tanto dependem dos resultados da análise da realidade como da intencionalidade e direção social imprimida pelos sujeitos profissionais.

 

As possibilidades reais de o profissional trabalhar olhando para os usuários como cidadãos e não como receptores de benefícios e favores estão no desenvolvimento de sua “capacidade de ver, nas demandas individuais, as dimensões universais e particulares que elas contêm; o desvelamento das condições de vida dos sujeitos atendidos permite ao assistente social dispor de um conjunto de informações que, iluminadas por uma perspectiva teórica crítica, lhe possibilita apreender e revelar as novas faces e os novos meandros da questão social que o desafia a cada momento no seu desempenho profissional diário” (Iamamoto, 2002:24) Significa a determinação de avançar na legitimação da profissão na sociedade, na apropriação e ampliação dos espaços ocupacionais, reforçando a identidade profissional do assistente social. O desafio maior é, pois, traduzir o projeto ético-político em realização efetiva no âmbito das condições em que se realiza o trabalho do assistente social, forjando profissionais especialmente dotados de curiosidade intelectual, de solidariedade humana e de competência teórico metodológica e técnico operativa.

 

É assim que as Diretrizes Curriculares para o Curso de Serviço Social (ABEPSS/MEC, 1999), definem o PERFIL DO BACHAREL EM SERVIÇO SOCIAL, que reafirmamos, considerando as diferentes e complexas atribuições e as demandas que se exige do assistente social por parte das instituições empregadoras, por parte dos usuários dos serviços sociais, por parte da profissão e por parte do próprio profissional, este deve apresentar um senso crítico altamente acurado e em consonância com os ideais defendidos pelo Serviço Social, bem como excelente qualidade de formação técnica e científica. Espera-se que com tais atributos, o assistente social possa perceber com clareza o significado da profissão, sua relação no interior das instituições, e sua relação com o meio ambiente no campo político, social, econômico e cultural.

 

Destacam-se as seguintes características que o egresso deverá apresentar:

  1. Profissional que atua junto às expressões da questão social, formulando e implementando propostas para seu enfrentamento, por meio de políticas sociais e ações públicas, empresariais, de organizações da sociedade civil e movimentos sociais;
  2. Profissional capaz de entender as demandas instituídas assim como as demandas instituintes de grupos, segmentos e movimentos sociais;
  3. Profissional dotado de formação intelectual e cultural crítica, competente em sua área de desempenho, com capacidade de inserção criativa e propositiva, no conjunto das relações sociais e no mercado de trabalho e capaz de articular teoria e prática;
  4. Profissional comprometido com os valores e princípios norteadores do Código de Ética Profissional que deve perpassar todo o processo de formação;
  5. Profissional capaz de entender e pesquisar a realidade social na dinâmica geral e particular;
  6. Profissional capaz de trabalhar a multidisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade.

O assistente social a ser formado pela Faculdade Evangélica deverá possuir principalmente as seguintes características:

 

  1. Competência teórica – ter amplo conhecimento das ciências sociais, das vertentes filosóficas contemporâneas;
  2. Competência técnica – saber fazer com eficiência mediante amplo conhecimento dos instrumentos, técnicas e práticas profissionais;
  3. Compromisso social com as transformações da sociedade e com a emancipação humana;
  4. Criticidade – capacidade de analisar as relações sociais nas quais se insere seu fazer profissional de modo a decodificar sua historicidade e contradições da sociedade;
  5. Competência política – saber posicionar-se profissional e politicamente nos espaços socioinstitucionais.

 

Com essas características estará apto a desenvolver as seguintes atividades:

 

  1. Atuar como consultor social, emitir pareceres, realizar diagnóstico social ou perícia em assuntos que envolvem o aspecto social do cliente;
  2. Trabalhar diretamente com a população, promovendo e participando de movimentos sociais, reinterpretando as políticas sociais e retomando as problemáticas sociais não contempladas por essas políticas;
  3. Atuar junto às organizações populares, sindicais e comunitárias, capacitando-as a participarem das políticas sociais através de expressões de certas reivindicações populares;
  4. Atender à população prestando orientação psicossocial, socioeconômica e sociopolítica.

Objetivo

Objetivo Geral

Formar assistentes sociais capacitados para o exercício profissional do Serviço Social, com habilidades para intervir na realidade de forma ética, integrada e com qualidade técnica e teórico-metodológica, respeitando as legislações em vigor e com práticas pautadas na defesa dos direitos humanos e da justiça e equidade social.

 

Objetivos Específicos:

» Formar profissionais que dominam o conhecimento científico, os métodos e as técnicas específicas do Serviço Social, com vistas não só à sua habilitação legal como à sua competência profissional para o exercício de funções mais abrangentes;

» Formar profissionais capazes de exercer, com competência técnica, política, científica e ética, as funções que lhe sejam demandas;

» Formar profissionais capazes de evidenciar no seu desempenho profissional, o raciocínio lógico, o equilíbrio emocional, a criatividade, a ordenação do pensamento, a clareza e a metodologia científica adequada à ação a ser executada;

» Formar profissionais com uma visão crítica, despida de senso comum, da realidade sociocultural brasileira, desenvolvendo estratégias de intervenção e de mudança e sabendo intervir na mesma, quando necessário;

» Formar profissionais capazes de construir um referencial teórico-prático-investigativo que o possibilite acompanhar o novo conhecimento gerado continuamente e contribuir neste processo.